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São Leopoldo está entre os municípios do Rio Grande do Sul que possuem capacidade instalada para a compostagem de resíduos orgânicos urbanos, segundo levantamento técnico realizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Estado (SEMA/RS). Publicado em janeiro de 2026, o estudo identificou práticas de compostagem de resíduos orgânicos urbanos em apenas 13 municípios gaúchos. Entre eles está São Leopoldo, onde a unidade responsável pelo tratamento é a Virando a Terra.
O próprio levantamento estadual registra a Virando a Terra como empreendimento privado em operação no município, com capacidade instalada de 288 toneladas por ano na época da coleta dos dados. O documento também identifica os resíduos recebidos pela empresa, incluindo restos de frutas, legumes, vegetais, cascas de ovos, carnes, palitos e guardanapos, provenientes da coleta domiciliar. Agora, a realidade de São Leopoldo avança ainda mais. A Virando a Terra acaba de renovar e ampliar sua Licença de Operação, passando a estar autorizada a realizar a compostagem de até 85 toneladas de resíduos orgânicos por mês, o equivalente a 1.020 toneladas por ano.
A ampliação representa quase quatro vezes a capacidade registrada pela SEMA no levantamento de 2026 e fortalece a estrutura disponível no município para desviar resíduos orgânicos dos aterros sanitários e transformá-los em composto. O levantamento da SEMA mostra justamente o tamanho desse desafio. Em todo o Rio Grande do Sul, foram identificados apenas 23 municípios com práticas de compostagem, e a capacidade instalada para tratamento de resíduos orgânicos urbanos somava aproximadamente 19,1 mil toneladas por ano. Segundo o relatório, para alcançar as metas nacionais previstas para 2028, o Estado precisaria ampliar em cerca de 12 vezes sua capacidade instalada atual.
Nesse cenário, a existência e a expansão de uma unidade licenciada de compostagem em São Leopoldo representam uma estrutura importante para a gestão dos resíduos orgânicos do município e da região. Fundada em São Leopoldo, a Virando a Terra atua com coleta e compostagem de resíduos orgânicos, transformando aquilo que seria destinado ao aterro em matéria-prima para um novo ciclo. Com a nova licença, a empresa amplia sua capacidade operacional e abre espaço para atender um volume maior de residências, empresas, restaurantes, refeitórios e outras organizações que buscam dar uma destinação ambientalmente adequada aos seus resíduos orgânicos. A compostagem, que durante muito tempo esteve restrita a iniciativas domésticas ou de pequena escala, passa a ocupar um papel cada vez mais importante na gestão dos resíduos sólidos. E São Leopoldo já aparece no mapa estadual dessa transformação.
Fonte: Virando a Terra | Foto: Chico Júnior
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