"Fim do tarifaço americano traz alívio, mas ainda requer cautela para as empresas", afirma vice-presidente de Indústria da ACIST-SL

25/02/2026

O anúncio do fim das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, que variavam de 10% a 40%, trouxe um alívio esperado para a economia nacional e regional após sete meses de forte retração e perda de receita em diversos setores. Para Carlos Reis, vice-presidente de Indústria da ACIST-SL, embora a notícia represente um sopro de esperança, o momento ainda exige cautela por parte do empresariado. 

 

Ele comentou que a retirada dessas taxas beneficia diretamente o setor industrial, permitindo que segmentos exportadores, com destaque para produtos metalúrgicos, carne bovina e outros manufaturados do Sul, recuperem fôlego e competitividade no mercado externo. Contudo, Reis ponderou que este alívio ocorre em um contexto de desafios acumulados para o Rio Grande do Sul, que já vinha enfrentando os impactos da pandemia, enchentes e a falta de mão de obra. Somam-se a isso as obrigações do chamado ‘custo Brasil' e as incertezas da reforma tributária. 

 

“Foram longos sete meses de ajustes e adaptações onde todos os setores sofreram com perda de receita", pontuou o dirigente. Ele ressaltou também que as empresas precisaram realizar uma verdadeira ‘ginástica’, com redução de jornada e férias coletivas, para manter seus quadros de colaboradores durante o período do tarifaço. Agora, novas discussões, como o fim da escala 6x1, já se apresentam como próximos obstáculos, reforçando a necessidade de prudência na tomada de decisões estratégicas para a indústria.

 

Fonte: Comunicação ACIST-SL

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