Tá na Mesa: A economia circular veio para ficar

Foi o que disse a diretora da Braskem, Fabiana Quiroga, ao falar na Federasul sobre as novas práticas para reduzir a geração de resíduos e incentivar a energia sustentável

04/08/2022

Fabiana Quiroga
Fabiana Quiroga

 

Para alcançar os objetivos de sustentabilidade reduzindo em 15% a emissão de gases de efeito estufa até 2030 e a neutralidade de carbono até 2050, a Braskem está implementando soluções sustentáveis e inovadoras para melhorar a cadeia produtiva do plástico, que inclui o desafio da reciclagem no Brasil. Os detalhes das novas práticas, foram apresentados, nesta quarta (03) pela diretora de Economia Circular da Braskem, Fabiana Quiroga.


   Com um investimento de R$ 20 milhões, a Braskem inaugurou recentemente o 1º Centro de Desenvolvimento de Embalagens para Economia Circular do Brasil. Localizado na zona Oeste de São Paulo, o espaço promoverá melhorias em toda a jornada de embalagens, desde a sua concepção até o pós-consumo. No local, clientes, designers, startups e universidades poderão criar projetos visando a completa circularidade e o menor impacto ambiental de seus produtos.


    Em sua palestra, Fabiana Quiroga, relatou ainda que outra iniciativa da Braskem foi investir R$ 121 milhões na aquisição de ações da Wise Plásticos S.A., empresa do setor de reciclagem mecânica. Sediada no município de Itatiba (SP), a Wise, que está há 15 anos no mercado, recicla cerca de 25 mil toneladas de resíduos plásticos por ano e tem parceiros relevantes como Unilever e Natura.
No Rio Grande do Sul, a empresa criou uma nova estrutura no Centro de Tecnologia e Inovação, no Polo Petroquímico de Triunfo.          Conhecida como Ilha de Reciclagem, a instalação é responsável por testar o desempenho das resinas recicladas e desenvolver produtos inovadores e sustentáveis que atendam às necessidades do mercado com redução do impacto ao meio ambiente.


    Fabiana Quiroga destacou ainda que é urgente o engajamento cada vez maior não somente das empresas, mas de cada pessoa, individualmente, assumir compromissos de reciclagem, destinação adequada de lixo e proteção ao meio ambiente. “Precisamos repensar nossas ações, lembrando que o processo de economia circular está apenas começando, mas que é um caminho que precisa ser seguido”, afirmou ao acrescentar que a economia circular é inspirada no ciclo da natureza.   


    Destacou ainda que o Poder Público tem papel importante na conscientização da população, estimulando, por exemplo a redução da geração de resíduos e incentivando a utilização de energia sustentável.


    De acordo com o presidente da FEDERASUL, Anderson Trautman Cardoso, R$ 8 bilhões são perdidos anualmente no Brasil em materiais que vão para aterros e lixões. Disse que foi para mudar essa realidade que surgiu o conceito de economia circular, pois é um processo que busca uma gestão mais eficiente dos recursos naturais, valorizando-os em todas as etapas produtivas.


“Na indústria, por exemplo, esse modelo permite que o reprocessamento e reaproveitamento de diferentes materiais sejam utilizados na fabricação de outros produtos. Além disso, recursos naturais como a água podem ser reutilizados dentro da própria planta, evitando o descarte direto”, afirmou.  
 
 

Fonte: Imprensa Federasul

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