FIERGS destaca que mudanças constantes e restrições às atividades da indústria geram insegurança

23/06/2020


Presidente Gilberto Porcello Petry sugere controle mas sem fechamento total de empresas
 

A ampliação das restrições às atividades da indústria determinada em decreto pela prefeitura de Porto Alegre, nessa terça-feira (23), traz mais perdas ao setor e desorganiza a economia privada, já bastante afetada pela pandemia provocada pelo coronavírus, avalia a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). A entidade, desde o início da crise, defende o equilíbrio entre os cuidados com a saúde da população e a economia. “Essas constantes alterações e mudanças de uma semana para outra nos dão muita insegurança. O industrial não pode programar sua produção e o empregado não sabe quando vai trabalhar, se vai trabalhar ou manter seu emprego”, afirma o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. A justificativa da prefeitura é de que a velocidade do crescimento exponencial da demanda por leitos de UTI na Capital obriga a tomar tal medida, que prevê limitações para a construção civil e as indústrias, com exceção das consideradas essenciais como saúde e segurança, a partir de sexta-feira (26).


Segundo pesquisa divulgada pela FIERGS no início do mês, a atividade da indústria gaúcha caiu mais de 13% em abril, na comparação com março, quando já havia recuado 10%. “Poderia intensificar as medidas de acesso, controle e segurança para a saúde, mas sem decretar o fechamento total de estabelecimentos, como prevê o atual modelo adotado”, sugere o presidente da FIERGS, lembrando que as empresas não recebem recursos a fundo perdido, como ocorre com os governos estaduais e as prefeituras, para compensar a perda de faturamento.


Gilberto Petry ressalta, ainda, que com o comércio fechado a indústria não desova sua produção, não vende o que produz, o Estado não arrecada impostos e a sociedade toda perde.


No último final de semana, o Governo do Estado havia anunciado que as Regiões de Porto Alegre, Capão da Canoa, Novo Hamburgo, Canoas e Palmeira das Missões passariam a adotar a bandeira vermelha, de risco alto, o que determina protocolos mais restritivos às atividades econômicas. Na segunda-feira, o Governo revogou a medida apenas para a região de Palmeira das Missões, que retornou à bandeira laranja.
Segue, em anexo, a nota oficial da entidade.
 

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