Federasul: O agro já projeta uma agenda de futuro

A inovação é um dos motivadores da receita recorde no agronegócio, que já se volta para a gestão de dados com a sustentabilidade

28/04/2021

Os bons resultados do agronegócio vieram porque o produtor se conscientizou da importância de inovar para ampliar a produtividade, disse o presidente da FEDERASUL, Anderson Trautman Cardoso, ao abrir o Tá na Mesa, desta quarta (28). Dois cases do agro falaram sobre “Inovação como fator de competitividade no agronegócio”: Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, diretor do Centro de Inovação e Empreendedorismo e Gustavo Lunardi, diretor de Operações da SLC Agrícola.


       Mesmo com os gargalos como a pouca irrigação nas lavouras (apenas 3%), os problemas de infraestrutura, as dificuldades na emissão das licenças ambientais e a falta de linhas de financiamento e de energia, o agronegócio vem sustentando o Produto Interno Bruto nacional e do Rio Grande do Sul. “O agro tem sido um alento importante para nossa economia”, enfatizou Anderson Trautman Cardoso.


         Com a receita de ter a inovação no centro de tudo, o setor agrícola nacional ganhou impulso na pesquisa, na melhoria das técnicas empregadas nas lavouras e nos resultados em produtividade. A inovação, o tema desta gestão na FEDERASUL, não é apenas tecnologia, recordou o presidente, “mas também ter a mente aberta para descobrir formas de ser mais competitivo e de agregar valor ao seu produto ou serviço, de gerar dinheiro novo”.


O agro do futuro
         Com todos os avanços tecnológicos agregados ao setor e os benefícios que trouxeram na produtividade, cresce, no entanto, a preocupação com qualificar e manter a mão de obra. Hoje, cabeças analógicas estão operando no mundo digital, lembrou o professor Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral.


       “Vai faltar mão de obra e temos preocupação em aumentar o nível da qualidade da educação no País, para capacitar nossos trabalhadores”, disse Gustavo Lunardi, da SLC Agrícola, que já criou programas de inclusão digital. O agro do futuro, que se fundamenta na gestão da inovação em toda cadeia, “é reter os bons profissionais que serão disputados pelo mundo inteiro”, enfatizou.


       Carlos Arruda destacou que os avanços e as melhorias do agro hoje, e que são enormes, remetem para uma base de inovação mais transformadora, de experiência de melhoria. “70% das empresas inovam para fazer melhor o dia a dia, com eficiência”.


      A discussão de agora, no setor com grande inovação e com valor agregado e tecnologia capaz de controlar todas as variáveis de uma lavoura, adotando inclusive a inteligência artificial, como já faz a SLC Agrícola, está nos critérios de investimento. “Inovar é fazer melhor o que já fazemos” concluiu o professor Arruda.
 
 

Fonte: Imprensa Federasul

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