Federasul: Fechar a atividade produtiva é um tiro no pé

Além de não evitar a proliferação do vírus, provoca aglomeração na abertura e serve como feriadão para muitas categorias de trabalhadores

09/06/2021

Da esquerda para direita, ao alto: Rodrigo Sousa Costa, Favio Telis, Rafael Goelzer e Fabrício Iribarrem
Da esquerda para direita, ao alto: Rodrigo Sousa Costa, Favio Telis, Rafael Goelzer e Fabrício Iribarrem

Mais uma vez a FEDERASUL condenou a decisão dos 14  prefeitos da zona sul, liderados por Pelotas, de promoverem o fechamento das atividades, inclusive essenciais, bem no período de folha de pagamento (final de maio) promovendo um lockdown que paralisou as cidades. A entidade, que elogiou a nova política de distanciamento social, anunciada pelo governo do Estado, conhecida como 3As, reconheceu que sua principal característica está no não fechamento da atividade produtiva ao combate do coronavírus.


   Para repercutir os efeitos causados pelo fechamento da atividade econômica em 14 municípios, a FEDERASUL ouviu, no Tá na Mesa, o presidente do Sinduscon Pelotas e coordenador da Aliança Pelotas, Fabrício Iribarrem, o prefeito de Jaguarão, presidente do Consórcio Público Extremo Sul, Favio Telis e o vice-presidente de Micro e Pequenas Empresas da FEDERASUL, Rafael Goelzer. A coordenação do evento ficou com o vice-presidente de Integração, Rodrigo Sousa Costa.


   Dos 22 municípios da zona sul, integrantes da região abrangida pela decisão de lockdown, oito não fizeram.  Entre eles, o de Jaguarão. “Não adianta fechar as atividades, os dados mostram que quem fechou não reduziu a proliferação da pandemia que, esta sim, foi alimentada pelas aglomerações que ocorreram antes e após o lockdown”, sintetiza o presidente do Sinduscon Pelotas e coordenador da Aliança Pelotas, Fabrício Iribarrem.


   Iribarrem denunciou aglomerações em filas de supermercados e no transporte público às vésperas do lockdown em Pelotas e novamente nos bancos logo pós o “feriadão” compulsório em plena folha de pagamento e disse que o fechamento da atividade econômica, para quem pode, significa um feriadão onde as pessoas não respeitam o distanciamento.


   Já, o prefeito Favio Telis acredita que o caminho correto é salvar as populações na forma ampla da palavra. “Não é só uma questão de saúde pública”, disse e lembrou que no país vizinho, onde os free shops estavam abertos, as filas foram enormes com visitantes dos municípios em lockdown. “Vivemos um momento que não tem saúde sem economia”, concluiu.


   Para o vice-presidente de Micro e Pequenas Empresas da FEDERASUL, Rafael Goelzer, os dados oficiais mostram que os oito municípios que foram contrários ao fechamento de atividades, possuem na sua média 40% menos óbitos de Covid por 100 mil habitantes do que a cidade de Pelotas que, reiteradamente, promoveu fechamentos compulsórios das atividades econômicas. Para ele, a atividade produtiva é parceira no controle do vírus e o Estado acertou no novo modelo de distanciamento. “Esse tipo de política mostra que está faltando gestão à prevenção da Covid-19 em alguns municípios”, concluiu.

 

Fonte: Imprensa ACIST-SL | SENHA Comunicação Integrada

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